O mentor como aliado para desenvolver a maturidade do jovem

Em um processo de mentoria, há sempre dois agentes: 
- O mentor - é o agente com experiência e disposição para compartilhar sua bagagem de conhecimento com os mais jovens.
- O mentorado - é o jovem com desejos de crescer intelectualmente e profissionalmente. 

O que faz um mentor?
O mentor atua no desenvolvimento da maturidade do mentorado. Por este motivo, o mentor sempre é experiente, age como referência e tem amplo conhecimento na área que irá trabalhar no processo de mentoria. 

Qual a especialidade da Mentora Tina Carvalho?

Eu sou uma mentora especializada em Criatividade, Educação Inovadora e Andragogia. Com foco na autonomia e protagonismo do jovem, atuo em processos de aprendizagem e desenvolvimento de pensamentos complexos.  

Quais os propósitos da mentoria?
"O objetivo sempre deve ser a condução para o aprendizado, e um mentor pode sim, ajudar a identificar os significados que o mentorado atribuiu às suas expectativas e incentivar, através de referências e provocações, um novo olhar sobre o fracasso que gerou as frustrações, despertando a vontade de mudar através de novas estratégias e novos caminhos." (OLIVEIRA, 2018, pág. 63)
Reconhecer a zona de conforto, despertar a autorresponsabilidade do jovem, promover a autoconfiança para ampliar seu processo de maturidade e consequentemente assumir o protagonismo de seu desenvolvimento.
A zona de conforto é um lugar agradável, estável, morno e fofinho, mas não produtivo. Sair desse local gostoso, através de desafios irá gerar momentos de desestabilização e o retorno a estabilização, proporcionando movimentos geradores de aprendizagem e crescimento da maturidade.
A cada pequena conquista autônoma, devolve um pouquinho da autoconfiança ao jovem. A conquista da autoconfiança permitirá escolhas mais maduras e felizes.

Como atua um mentor?
1. Provocando
2. Aconselhando
3. Apresentando desafios
4. Desestabilizando
5. Dando exemplos
6. Sendo referência
7. Sugerindo caminhos

O que o mentor não faz?
Escolhas pelo mentorado ou terapia.

Qual o impacto da mentoria no mentorado?
Com autonomia e responsabilidade, o jovem precisa se perceber protagonista em seu processo de aprendizagem. Este processo irá melhorar seu desempenho e sua maturidade. 
Ser desafiado não será uma tarefa fácil ao jovem e poderá proporcionar fadiga emocional.
O mentorado precisará ser determinado, persistente, resistente e insistente, pois sair da zona de conforto não será uma tarefa fácil e tranquila.
A percepção da importância da autorresponsabilidade trará a tona alguns pontos fragilizados no jovem, como a falta de confiança em sua capacidade, a preguiça de pensar, o vitimismo, as falhas, as dificuldades, os medos, os obstáculos pessoais e externos, forçando o difícil processo de escolha, com seus riscos, ganhos e perdas.
Ao contrário do que se imagina, a aprendizagem não tem conexão direta com decorar conteúdos fragmentados e desconexos da realidade funcional das teorias. Como disse Rubem Alves, o aprendido é aquilo que fica, após o esquecimento fazer o seu trabalho. Sendo assim, o aprendido é construído com mais eficiência através da vivência prática dos conteúdos. Colocar em prática os conteúdos, requer esforço fora da zona de conforto e muitas tentativas e erros. Sim, o erro é peça importantíssima para a aquisição de conhecimento, no entanto, fomos treinados a nos frustrarmos com nossos erros. Os erros precisam ser aceitos como parte fundamental no processo de aprendizagem.
"Promover o aprendizado através das frustrações e decepções é o mais intenso processo que a mentoria pode proporcionar ao mentorado, [...]"  (OLIVEIRA, 2018, pág. 63)

Roteiro da mentoria:
Normalmente a mentoria acontece em uma sequência de 6 sessões, com intervalos que variam de 30 a 60 dias.
Todo processo é desenvolvido com base nas expectativas e desejos do mentorado.
Após esse conhecimento primário, todas as outras seções trabalharão com foco em provocações, desafios e mudanças desejadas, com ferramentas de autoconhecimento, despertar de gostações, talentos e competências e por fim um processo de protagonismo para tomada de decisão, para assim desenvolver a maturidade do jovem.
O caminho requer tempo para processamento, fracassos, dúvidas, curiosidades, angústias, conquistas e alegrias.

Para um blog chamado Além das Fórmulas, a regra de ouro dessa mentora é não seguir fórmulas, mas ir muito além delas.

OLIVEIRA, Sidinei. Cicatrizes: os desafios de amadurecer no século 21. São Paulo: Intergrare, 2018.

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