Uma excelente razão para não fazer ensino domiciliar


 (matéria completa)
Fazer ensino domiciliar dá muito... mas muito... mas muuuito trabalho. 
Desista!

Ao ler a manchete do O Estado de S. Paulo de ontem (12/04/19), automaticamente explodiu uma pergunta em minha mente: 

Aluno de ensino escolar terá que voltar para onde 
em caso de reprovação? 

Mandar os filhos para a escola é mais prático: Você acorda cedinho, acorda seus filhos, os arruma para ir para a escola. O transporte escolar os pega na porta da sua casa e somente após (no mínimo) 5 horas eles retornam, cansados e com tarefas a cumprir para o dia seguinte. O que você faz enquanto seus filhos ficam na escola? Realiza-se profissionalmente, limpa a casa, vai ao shopping, cabeleireiro ou supermercado, volta a dormir, passeia com o cachorro, ou vai à academia. Mandar os filhos para a escola ainda tem uma grande vantagem, se seu filho estiver entre os 93% que termina o ensino médio sem saber bem matemática, a culpa é da escola. É tão bom ter alguém para colocar a culpa.

O MEC pretende formatar, segundo os falhos moldes das escolas brasileiras, as famílias que decidiram retirar seus filhos deste mesmo sistema. Assim ele, o MEC, se porta como se sua fôrma fosse a melhor, mas faz décadas que o Brasil se encontra entre os 10 piores países em educação no mundo. Se é exatamente dessa formatação padronizada, fragmentada, seriada, feito esteira de linha de montagem que algumas poucas famílias estão buscando alternativas, como impor este molde?
Se você não concorda com ensino domiciliar, não gosta, não quer, acha ilegal e prejudicial para o desenvolvimento de seus filhos, não faça!
Não consigo entender porque quem não concorda com ensino domiciliar, fica se achando no direito de impor suas suposições para os filhos dos outros. Não se dão ao trabalho de conhecer famílias que escolheram esse estilo de vida. Não querem saber as razões que os levaram a retirar os filhos das escolas. Não conversam com as crianças. Não querem saber o que essas crianças fazem quando chegam à adolescência ou mesmo na idade de entrar em uma faculdade.

“Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos” 
(artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Sou designer, pedagoga e estudiosa dos processos de aprendizagem, defensora da autonomia e liberdade com responsabilidade. Fomento a transformação de escolas e universidades, por uma educação desfragmentada, mais humanizada e significativa, onde o aluno seja protagonista de seu aprendizado. Sou entusiasta da desescolarização e respeito a liberdade de famílias que, por motivos diversos, decidem fazer homeschooling ou unschooling.
Teci este assunto no texto: A ‘assustadora’ desescolarização

Muda a fôrma MEC, que essa parou de funcionar faz tempo!

Vídeo recomendado: Educação domiciliar vai ser legalizada?



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