Cada aluno é único


Durante a reunião pedagógica, a professora da filha de meu amigo Osni, destaca que sua menina não gosta muito de escrever com letra cursiva. Osni tem um momento de hiato e questiona: Qual a utilidade da letra cursiva? A professora responde de pronto que é exigência do MEC. Inquieto com essa resposta, ele contesta: ... mas para que ela serve? A professora, de forma gentil e didática explica que a letra cursiva, trabalha o movimento de pinça, que estimula a coordenação motora fina, assim melhorando a capacidade criativa da criança.


Então vamos refletir – o importante (de verdade) nessa história era estimular o movimento de pinça, certo?
Se esta era a competência desejada por aquela professora, a atividade não precisaria ser obrigatoriamente a letra cursiva, pois fazer pulseiras de contas ou de elástico, dissecar uma minhoca, confeitar biscoitos, plantar sementes, fazer um bordado ponto cruz – tudo isso trabalha o movimento de pinça, que estimula a coordenação motora fina, assim melhorando a capacidade criativa da criança.

O ponto central da educação deveria ser a aprendizagem de COMPETÊNCIAS e não a formatação do caminho percorrido para, por sorte, alcançar uma competência.

Cada aluno é único, têm desejos, sonhos, curiosidades e ritmo próprio e tudo isso deve ser respeitado e valorizado.
Toda criança é curiosa, quer aprender tudo o tempo todo e é extremamente criativa. As escolas precisam parar de atrapalhar esse processo de aprendizagem com base na curiosidade e precisam enxergar tudo isso como uma oportunidade.

Recomendo o vídeo: Como as escolas matam a criatividade - por Ken Robinson


Fonte da imagem: Escola Kid's Home https://www.facebook.com/EscolaKidsHome/
Este breve relato não é da Escola Kid's Home.

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