Modinha esquizofrênica

J. Dewey (1916), W. H. Kilpatrick (1918), Célestin Freinet (1935) e Paulo Freire (1970) falaram de metodologias da aprendizagem onde o aluno deveria ser o protagonista na construção do conhecimento. 
Hoje em dia, falar de Metodologia Ativa da Aprendizagem virou papo inovador. Isso é bom! O problema é COMO ela está sendo apresentada. 
Vejo muitos 'especialistas' apresentando uma montanha de novas tecnologias, como se ela fosse o 'pulo do gato' da Metodologia Ativa.
Uma aula onde o professor planeja cada etapa/tarefa, pesquisa todo material, envia conteúdo para ser lido com antecedência, cria apresentações de conteúdo em vídeos ou PPTs, desenvolve quizz ou games para testar a 'decoreba' – Quem está ativo nessa relação? Onde o aluno será protagonista? ... na escolha do Xsinho no quizz?
Trocar saliva, giz e lousa por Datashow, smartTV ou tecnologias interessantes não muda a essência do formato da educação tradicional: onde o professor é o detentor do saber e o aluno é o receptor.
As novas tecnologias são maravilhosas... mas que tal colocar o aluno como protagonista da aprendizagem?

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