Educador Francês Célestin Freinet (1896 - 1966)

Base de apoio da Pedagogia Freinet



1. O principio da cooperação - permite desenvolver entre as crianças e entre estas e 
os professores, relações que conduzem à organização das diversas modalidades de 
trabalho como: conversa livre, conselho de classe, reunião cooperativa em acordo com 
a idade dos alunos. A reunião cooperativa é a mola mestra de todas as decisões, sejam relativas às práticas pedagógicas do ensino-aprendizagem, sejam no âmbito do desenvolvimento de atitudes e habilidades, que no seu conjunto constitui a "formação 
do homem".



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A vida cooperativa muda às condições de trabalho de sala de aula instaurando novas estruturas de relações que priorizam as responsabilidades e as competências e dão ao trabalho o seu verdadeiro lugar pela valorização de todos os sucessos, pela multiplicação desses sucessos e pelo encaminhamento adequado dos erros que geram os fracassos. 
A vida cooperativa responderá a demanda real - a da segurança e a da ordem.
Organização cooperativa - A reunião cooperativa para a gestão do trabalho e a regulamentação dos conflitos. A divisão das responsabilidades. Elaboração das regras 
de vida e de trabalho.
2.A comunicação e a expressão livre - Propicia uma aprendizagem viva e real desde 
que a criança tenha liberdade de expressar o seu pensamento em todas as circunstâncias 
que lhe são permitidas: o desenho a palavra oral e escrita, as construções etc. - 
Expressão e comunicação -Conversa livre, textos livres, expressão corporal e artística, 
conferências debates...
A educação do trabalho, este enquanto atividade produtiva que auxilia a criança a 
construir a sua própria aprendizagem. Para tanto, o trabalho deve ser realmente livre, escolhido por ela e organizado no seu plano de trabalho tanto individual quanto coletivo. Numa educação pelo trabalho não tem sentido e nem lugar tarefas impostas que 
conduzem as crianças a se desobrigarem o mais cedo possível para se verem livres de 
tal tarefa como se fosse um fardo pesado em lugar de ser uma atividade prazerosa.
Trabalho individualizado e socializado: contratos de trabalho, projetos, pesquisas, 
avaliação formativa, trabalho com fichas, livros...
·         O tateamento experimental - é um processo que se inscreve no "devir" global de 
cada criança como parte integrante da formação de sua personalidade. Não é uma 
técnica pedagógica tendo por objetivo a assimilação do saber, nem um simples caminhar
em busca da aquisição do saber. É um ato inteligente desempenhado por um ser que 
busca a construção do seu conhecimento. A superioridade do "tateamento experimental"
está no fato de que o homem e a criança não copiam um tateamento e sim o constroem,
gerando assim a experiência. Segundo Freinet o tateamento experimental contribui para 
a edificação da inteligência. - O tateamento experimental - aprendizagem graças à 
pesquisa nas situações verdadeiras e problemáticas...

As invariantes pedagógicas
1.       A criança é da mesma natureza que o adulto.
2.       Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
3.       O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, 
orgânico e constitucional.
4.       A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias. 
5.       A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto significa 
obedecer passivamente uma ordem externa.
6.       Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em 
particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
7.       Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
8.       Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a 
rotinas nas quais não participa.
9.       É fundamental a motivação para o trabalho.
10.   É preciso abolir a escolástica.
a.       Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o 
entusiasmo.
b.       Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.
11.   Não são a observação, a explicação e a demonstração - processos essenciais da 
escola - as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experiência 
tateante, que é uma conduta natural e universal.
12.   A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser 
quando está integrada no tateamento experimental, onde se encontra verdadeiramente 
a serviço da vida.
13.   As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, 
mas sim pela experiência. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos 
bois.
14.   A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
15.   A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade 
fica fixada na memória por meio de palavras e idéias.
16.   A criança não gosta de receber lições autoritárias.
17.   A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de 
sua vida.
18.   A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso 
caracteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
19.   As notas e classificações constituem sempre um erro.
20.   Fale o menos possível.
21.   A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
22.   A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
23.   Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado 
e não passam de paliativo.
24.   A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo 
trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
25.   A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
26.   A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, 
o que é sempre um erro e cria barreiras.
27.   A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime 
autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
28.   Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por 
sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro 
da dignidade.
29.   A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição 
com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
30.   É preciso ter esperança otimista na vida.


FONTE: http://www.freinet.org.br/base-de-apoio-da-pedagogia-freinet


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